Estância Dona Genoveva
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A Estância

A história do gado Braford RKK tem início no ano de 1989; quando se optou pelo gado de cria em função do tipo de campo com muita chirca, alho macho, carrapicho, etc. O plano inicial era ter um bom rodeio, que produzisse seus próprios novilhos de invernar.

Partindo-se dessa premissa que um animal ruim ou bom come a mesma quantidade e ocupam o mesmo espaço, procuramos iniciar com o que é bom geneticamente.

Os primeiros ventres foram comprados da antiga cabanha Tala Amilcar Bitencourt. Como a idéia era ter um bom gado comercial, compramos um lote de novilhas ½ sangue, filhos do Nelore mocho Taxuri. Estas acasaladas com Luz U 14-50 produziram nossos primeiros Braford 3/8. A primeira tropa de novilhos abatida aos 2 anos bateu 520 Kg de média com 56% de rendimento.

Se conseguimos isto em termos de novilho, com absoluta convicção vimos que poderíamos produzir touros. Tomada a decisão, fomos buscar novos ventres Braford ½ sangue com origem nas criações de Manoel Luiz Germano Sá, filhos de Jaguar do Recanto, outro Nelore mocho. Depois fizemos uma importante incorporação de ventres Braford ½ com origens na criação de Klaus Pereira, estas filhas de Ludy de Graça e Fajardo GB, dois dos mais importantes touros Nelores da história. Mais recentemente compramos vacas Braford ½ origem Estiva, a maioria filhas de Zefec Abdala. Concomitantemente íamos avançando nas gerações de 3/8 X 3/8. Basicamente com a aquisição de EL PUNTERO, um neto de lago Cinco Cruzes, no nosso conceito um touro P. Hereford espetacular para a época. El Puntero veio do rebanho Bela Vista que dispensa apresentação.

Com ele formamos uma família representada por ele, El Puntero II, filho e El Puntero III, neto, os dois touros líderes de geração dentro do rodeio RK. Através do touro El Tigre, RK 323, filho de Silêncio 14/02, este um filho de Framework, importado dos EUA pela cabanha Silêncio de Luis Carlos Brum formam a família que transmite fertilidade alta, já que a mãe de RK 323, pariu 10 terneiros de forma consecutiva. Estas duas famílias formam a base genética de 3/8 avançados. Também trabalhou um touro 3/8 de origem Suc. R. Ormazabal (Cabanha Nova Aurora) mas sem formar família específica.

As fêmeas Braford ½ continuam sendo utilizadas, ora para formar animais ¼, ora para formar ¾. Os animais ¾ tem base Zebuína, Nelore e Brahman. Atualmente estas fêmeas são acasaladas com um touro P. Hereford da Wolf Genética de Produção. As fêmeas de 1ª geração 3/8 destas linhagens são acasaladas com 3/8 de gerações avançadas de origem conhecidas. Idem aos machos que por ventura forem selecionados como touros da 1ª geração.

Acerca de 5 anos somente trabalham touros com seus lotes individuais. Em 2006, adquirimos o touro São Bento E, filho de P. Hereford, origem Recreio em vaca ¾. Este ano estão nascidos sua 1ª geração de Braford RK.

Utilizamos também através de I.A. os touros Casanova, New Corry, e CD Grandeur.

 A filosofia da estância D. Genoveva é manter uma parte do rebanho avançando em gerações, e outra parte buscar genética de 1ª geração, seja de Nelore, Brahman, Tabapuã, etc.


Entre 1999 e 2012 a estância teve a colaboração do Veterinário Ricardo Kalil Gonçalves como responsável direto pelo rebanho bovino.

DADOS DE PRODUÇÃO

Peso ao nascer: em 1725 partos tivemos 5 partos distócicos. Com base neste fato, o P.N. é opcional

Peso à desmama: flutua entre 16-220 Kg (F+ M), dependendo do ano. Em termos de média poderemos eleger 180 Kg. Estes pesos são obtidos em campo nativo.

Peso ao sobreano: somente machos: 380-400 Kg

Peso de novilhos aos 2 anos: 480-520 Kg

Peso de novilhos aos 3 anos: 600-650 Kg

Peso de vacas de descarte: 480-500 Kg

Taxa de prenhes: 68-88% X = 78% em campo nativo.

Algumas observações sobre pelagem, pigmentação, e grau de sangue:

1) Propositadamente os animais tem cara aberta tipo Hereford para passar imagem racial

2) A pigmentação é buscada sim mas sem a  preocupação de exageros, o que no nosso conceito deixa o gado com cara de “cruzadão”. Aliás, o termo pigmentação merece uma boa discussão com o Corpo Técnico e o Conselho Técnico.

3) Pelagem é outro ponto a ser discutido de forma racional, e sem radicalismo.

4) Grau de sangue: penso que temos que eliminar os números 14 e 38, e utilizar somente a letra B, Também deveremos discutir os problemas relativos a rebaixamento de graus de sangue.


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